Skrill no Ezz

Uma carteira eletrónica acrescenta uma custódia ao percurso do dinheiro. Onde antes existiam banco e operador, passam a existir banco, carteira e operador — com um titular a validar em cada ponto e um câmbio possível em cada fronteira. Essa custódia extra é simultaneamente a vantagem e o custo desta via, e esta ficha trata das duas coisas. As restantes opções estão na matriz da caixa.

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A conta intermédia

A Skrill é uma conta de moeda eletrónica com titular, saldo próprio e histórico próprio. Alimenta-se por cartão ou transferência bancária e, a partir daí, funciona como origem e destino independente do banco. Do lado do operador, o carregamento é instantâneo porque o valor já está dentro do circuito de pagamentos; do lado do jogador, existe agora um sítio adicional onde o dinheiro pode ficar parado e um segundo conjunto de regras a cumprir.

Duas verificações, não uma

Este é o ponto que apanha mais gente desprevenida: existem dois processos de identificação independentes. A carteira exige a sua própria verificação — documento de identificação e, consoante os montantes, comprovativo de morada. O operador exige a dele, com Cartão de Cidadão frente e verso, comprovativo de morada emitido há menos de três meses e comprovativo do meio de pagamento, como consta na ficha de levantamentos. O nome tem de ser o mesmo nos dois lados. Uma carteira registada com uma variante do nome, ou com uma morada antiga, produz uma divergência que só aparece quando já há valores em espera.

Onde o câmbio custa dinheiro

O saldo do Ezz é denominado em euro. Se a carteira também estiver em euro, o valor atravessa as fronteiras sem conversão. Se estiver noutra moeda, há conversão à entrada e outra à saída, cada uma com a margem embutida do serviço — um custo que não aparece como comissão em lado nenhum, mas que se lê na diferença entre o valor debitado e o valor creditado. Verificar a moeda da carteira antes do primeiro carregamento é o passo que dispensa a conversa mais frustrante com o apoio ao jogador.

Estados de uma transferência

O caminho de volta

É aqui que a custódia extra compensa: o valor devolvido chega à carteira em uma a doze horas em dia útil, o prazo mais curto entre as vias tradicionais. Mas o percurso não termina aí. Transferir da carteira para a conta bancária é uma operação separada, com o seu próprio prazo e a sua própria comissão, definida pelo serviço e não pelo operador. Quem só contabiliza a primeira metade fica com a impressão de uma saída rápida que, medida até ao banco, demora tanto como uma transferência SEPA.

Valores desta via

OperaçãoMínimoPrazo
Carregamento por Skrill ou Neteller€15Imediato
Levantamento para a carteira€201–12 horas em dia útil

Perguntas frequentes sobre a Skrill

Posso levantar para a carteira sem nunca ter carregado por lá?
Em regra não. O princípio aplicado é o do retorno à origem dos fundos, e um destino que nunca foi usado para carregar obriga a justificação adicional. Quando é aceite, é depois de o titular da carteira ser confirmado como titular da conta de jogo.
Que comissões existem e quem as cobra?
O operador não cobra comissão de plataforma. O que existe pertence ao serviço de carteira: transferências para a conta bancária, conversões de moeda e, em algumas situações, inatividade prolongada. As condições aplicáveis constam do sítio da própria carteira.
A carteira pode limitar a conta?
Pode, e é uma situação independente do casino. Limites por verificação incompleta, por documentos desatualizados ou por padrões de movimentação são geridos pelo serviço, e é lá que se resolvem. Manter a carteira verificada e a morada atualizada evita descobrir o problema com um levantamento a caminho.
NS

Nuno Salgueiro

Editor de pagamentos e verificação de contas

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